terra arrasada

circulando, nada para ver aqui.

Há pessoas que, ainda que confrontadas com o dissenso, parecem não se abalar, e assim seguem impávidas com sua visão de mundo. Pergunto-me: como elas chegaram a esse equilíbrio, a essa imperturbabilidade (isso existe?)? Invejo-as — não consigo evitar. É um mundo todo firme, estável e reluzente. Ambiciono sua visão; quero fazer-me à sua imagem; anseio suas sínteses; seus caminhos agora são também meus... Fascino-me por sua luz e pureza, e desejo mergulhar nelas para, do outro lado do rio, emergir todo outro e irreconhecível.

O que pretendo fazer aqui? Escrever umas coisinhas. Nada muito sério, eu acho. Ou talvez algo sério mesmo: ano que vem quem sabe eu comece a minha graduação em Filosofia, e é certeza que eu vou estar cheio de ideiazinhas pra botar pra fora. Então é isso: isto aqui vai ser a latrina em que vomitarei tudo o que estiver dentro de mim. Lamento este não ser um espaço mais agradável.